Brasil
Publicada em 01/04/2013 - 10h07
Estilo ‘lata de sardinha‘: grupo relata experiência de viver em containers
Economia de até 30% por metro quadrado de construção é um atrativo
Arquivo Pessoal/ Carla Dadazio

O espaço é pequeno, mas para a família do servidor público Caio Hansen Alvares Leite, de 33 anos, a opção de morar em uma “lata de sardinha plug and play” foi a alternativa de aproveitar um container marítimo e adaptá-lo para um lar. “Bastou ligar na ‘tomada’, na rede de água e saída de esgoto, que já estava funcionando como moradia”, explica.

Apesar de não ser uma novidade no país, os proprietários de casas de aço na região de Campinas (SP) contam que não é nada fácil conseguir as estruturas adequadas com os fornecedores e que é necessário empenho em pesquisas para conseguir fazer uma obra sustentável.

Segundo os arquitetos de Valinhos (SP), Carla Dadazio, de 34 anos, e Ruan Lacerda, de 24 anos, que trabalham em um escritório adaptado no container e também desenvolvem projetos para essas estruturas, o visual moderno, ecologicamente correto, agilidade da obra e a parte estrutural econômica, são os pontos valorizados pelos clientes que escolhem a estrutura para moradia. “O preço também é um atrativo, pois o valor final por metro quadrado de construção chega a uma economia de até 30%”, afirma Lacerda.

As tendências para as novas construções são importadas do Japão, EUA e Europa. No entanto, as instalações no Brasil devem seguir as determinações da legislação de cada município, explica a arquiteta Carla, que utilizou dois containers um sobre o outro, sendo o térreo utilizado para trabalho e segundo andar como residência.

Ainda de acordo com os arquitetos, a estrutura é resistente e pode durar até 90 anos dependendo da conservação, pois o container é projetado para suportar diversas intempéries e grandes cargas.

 

Conceito "plug and play"

A instalação escolhida pela família de Leite foi um recipiente de carga marítima reciclada, que chegou numa carreta, foi adaptado para alojamento e depois instalado no sítio em Limeira (SP). Ele conta que depois de muitas pesquisas e até mesmo conversas pela internet com pessoas que vivem a experiência de ter esse tipo de moradia, escolheu o container por ser uma opção de baixo impacto ambiental, instalação rápida e prática. “Soube de antemão exatamente quanto gastaria e o tempo necessário, o que não ocorre nas construções de alvenaria (...) tivemos a preocupação de obter um laudo atestando a que era possível morar no container conforme normas técnicas da ABNT”, disse.

São apenas 12 metros de largura, com uma área interna de 30 metros quadrados, dividido em sala, quarto, banheiro e cozinha. A instalação tem uma porta e seis janelas de alumínio. “O tamanho é superior a algumas quitinetes, e quando bem divido, permite um bom aproveitamento”, explica o servidor público.

O proprietário do módulo explica que com algumas melhorias que precisou fazer gastou uma média de R$ 45 mil, sendo R$ 29 mil para adequar o container, R$ 2 mil para o transporte e instalação, e para melhor conforto térmico fez um telhado de R$ 13,5 mil. Segundo Leite, para evitar que o local se transforme em um “forno”, foi necessário fazer uma instalação com boa ventilação e isolamento apropriado para evitar as interferências da exposição ao sol. O revestimento das paredes da parte interna foi feito em PVC e do teto com isopor.

A proposta uniu as ideias da família Leite como uma opção de moradia e preservar a área verde da propriedade. Além disso, eles pretendem aproveitar a área externa da estrutura para alojar alguns cachorros e gatos acolhidos na cidade.

 



Fonte: G1 - 31/03/2013
Tags:Container, Casa Ecológica, Sustentabilidade, Plug and Play
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